quarta-feira, 27 de junho de 2012

Argentina suspende acordo automotivo com o México

País sul-americano alega déficit na transação para cancelar parceria firmada desde 2002


O governo da Argentina suspendeu, nesta terça-feira (26), o acordo automotivo que possui com o México desde 2002, semelhante ao do Brasil. O decreto foi publicado hoje no Diário Oficial argentino. A medida afetará alguns modelos, que são importados do país da América do Norte, com os da Chevrolet, Dodge, Fiat, Ford, Honda, Nissan e Volkswagen, incluindo alguns lançamentos previstos para este ano. Na segunda-feira (25), Bruno Ferrari, ministro da Economia do México, já havia antecipado que o acordo seria suspenso. "A Argentina nos comunicou sua intenção de suspender os efeitos do Acordo de Complementação Econômica sob o argumento de um crescente déficit", disse Ferrari.

As autoridades argentinas já vinham estudando uma forma de reverter o acordo, que é deficitário para o país sul-americano, e estudar alternativas, como a imposição de barreiras aos produtos feitos no México. O governo acredita que "a suspensão parecer ser a mais adequada e necessária medida, dado o interesse da Argentina para aprofundar o processo de integração regional". Enquanto isso, as autoridades mexicanas informaram que pretendem relatar a Argentina à Organização Mundial do Comércio individualmente ou como parte das reclamações existentes contra o país por meio de medidas protecionistas. "A falta de competitividade da economia da Argentina se reflete na falta de seriedade para atender a compromissos de negócios, enquanto um aumento na aplicação de medidas restritivas ao comércio", disse Ferrari. "Estamos determinados a ir até o fim em defesa do comércio do México. Manteremos uma posição forte nesta situação e usaremos todos os meios legais ao nosso dispor para defender firmemente os interesses comerciais do México com os organismos internacionais competentes" , completou o ministro.

Com esta suspensão, a isenção tributária, de 35%, será cancelada e refletirá em vários modelos vendidos no país como: Chevrolet Aveo, Dodge Journey, Fiat 500, Ford Fiesta, Honda CR-V, Nissan March , Sentra, Tiida, Volkswagen New Beetle, Bora e Vento, entre outros. Por sua vez, a medida afeta as exportações da Ford Ranger, Volskwagen Amarok, Toyota Hiluxa e a recém-lançada Mercedes-Benz Sprinter.

Em março passado, Brasil e México renegociaram seu acordo automotivo para superar a questão do déficit no lado brasileiro e fixaram limites de exportações.
 
Fonte: Motor Dream

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