sábado, 30 de junho de 2012

Brasil e Argentina definirão nova política bilateral para 2014

Países debaterão acordo automotivo em julho


Pimentel e Giorgi começam a definir novo acordo automotivo para 2014 (Foto: Ministério da Indústria/Argentina)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, e a ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, iniciaram as tratativas da política de um novo acordo automotivo entre os dois países que deve vigorar a partir de 2014 (o acordo atual expira no fim de 2013). Durante o encontro dos dois ministros e suas equipes na noite de quinta-feira, 28, em Mendoza, Argentina, dentro do âmbito da Cúpula doMercosul, os países agendaram para 14 de julho uma nova reunião, desta vez em Brasília (DF), para diagramar a integração produtiva da cadeia automotiva dos dois países, que hoje responde por 52% de todo o comércio do Mercosul.

Os dois ministros concordaram na necessidade de integrar as fases do projeto produtivo dos países em um modelo que já estaria adequado ao novo regime automotivo brasileiro, que entra em vigor em 2013, com a exigência de aumento de conteúdo nacional. A integração regional consistiria no tratamento “nacional” por parte do Brasil de processos produtivos, peças e componentes fabricados na Argentina para fins de concessão de incentivos estabelecidos no programa Inova Auto, do Brasil Maior.

“Excluiríamos do cálculo do conteúdo regional tudo o que não tenha relação direta com a produção”, disse o ministro Pimentel em nota divulgada pelo MDIC.

A pauta inclui um modelo de comércio inter-regional para recuperar o espaço perdido frente aos componentes importados de fora da região. O déficit de autopeças com outros países figuram US$ 22 bilhões do Brasil e US$ 6,9 bilhões da Argentina, informou uma fonte do governo argentino citado em reportagem da Agência Estado.

Os governos também deverão definir incentivos comuns para estimular pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor, além de mecanismos comuns para evitar que incentivos nacionais aloquem investimentos apenas em seu país.

Em Mendoza, os ministros também discutiram sobre a criação de um programa de compras governamentais, que permitiria aos dois governos pagar mais por produtos originários do Brasil e da Argentina, semelhante ao programa de compras governamentais do governo brasileiro, que permite o pagamento de até 25% a mais nas licitações por produtos fabricados localmente quando comparados com os importados.


Teste completo: Novo McLaren MP4-12C 2012

McLaren MP4-12C une charme, desempenho e preço para rivalizar com superesportivos tradicionais


Como uma boa marca inglesa, a McLaren andou no sentido inverso. As grandes fabricantes de superesportivos começaram produzindo modelos de rua com alto desempenho e foram para as pistas em busca da confirmação da sua capacidade esportiva. Já a McLaren nasceu nas pistas e somente em 1992, quando já enfileirava nove de seus 12 títulos na Fórmula 1, decidiu se apoiar no prestígio das corridas para criar um carro de rua. Os 20 anos de experiência da empresa de Ron Dennis no mercado embarcaram no atual MP4-12C, um bólido capaz de ir de zero a 100 km/h em 3,3 segundos e atingir a velocidade máxima de 330 km/h. Isso no modelo 2012. Na versão 2013, o modelo recebeu um novo mapeamento na central eletrônica que elevou a potência dos atuais 600 cv para 625 cv. Com isso, a máxima passa a ser de 333 km/h e o zero a 100 é feito em 3,2 segundos.

Mesmo com números tão acachapantes, o MP4-12C é o modelo mais “realista” já produzido pela McLaren. Por mais irônico que possa parecer para um automóvel de US$ 300 mil, a proposta foi melhorar o custo/benefício. De fato, ele tem uma função mercadológica bem definida: brigar no ínfimo mercado que congrega modelos de marcas como Ferrari, Lamborghini, Aston Martin e Maserati, entre outras. O primeiro McLaren de rua saído das linhas de Woking, na Inglaterra, em 1992, que era pouco menos que um Fórmula 1 amansado e equipado com itens obrigatórios, como faróis, lanternas e piscas – até chamava-se McLaren F1. Era o carro mais caro do mundo e custava na época US$ 1,25 milhão – em valores atuais, cerca de US$ 2 milhões – pouco mais de R$ 4 milhões. Não é à toa que ao longo de sete anos de vida, entre 1992 e 1998, foram produzidas apenas 106 unidades.


O MP4-12C tem um preço bem mais equalizado com o mercado. Os US$ 300 mil – algo como R$ 600 mil – pedidos pelo modelo inglês significam exatamente o mesmo valor inicial da Ferrari 458 Itália, modelo-alvo principal do McLaren. No Brasil, em uma importação direta, a MP4-12C sai por R$ 1,5 milhão. Caso da unidade avaliada, trazida através da empresa Connect. Já a Ferrari 458, trazida pela importadora oficial Via Itália, custa acima de R$ 1,8 milhão.

Para se equiparar em preço a outros superesportivos de primeira linha do mercado, a McLaren buscou injetar maior racionalidade no projeto. A marca vinha de uma associação com a Mercedes-Benz, com quem produziu o SLR McLaren entre 2003 e 2010. Na época, o trabalho da fábrica inglesa ficava concentrado na parte de engenharia e deixava para a marca alemã o duríssimo trabalho de vender o modelo. O foco era a Ferrari 599 GTB Fiorano, que custava lá fora US$ 600 mil e ficava no topo da linha italiana. A expectativa era emplacar 500 unidades por ano, mas a média ficou bem abaixo disso. Não chegou a 280 vendas anuais. No total dos oito anos de vida foram vendidas 2.200 unidades no mundo, 10 delas no Brasil.

Em cada pormenor, a MP4-12C segue lógica geral para um superesportivo desse quilate. As linhas obedecem aos princípios aerodinâmicos básicos de um bólido que ultrapassa os 300 km/h: frente em cunha, habitáculo em arco e traseira com caimento suave e corte abrupto, típico de um cupê. A descarga do motor foi elevada à linha das lanternas, na metade da altura da traseira, para permitir a adoção de um extrator bastante avantajado. As portas abrem para cima – são do tipo tesoura. Para ficarem leves, pois têm apenas um ponto de fixação na carroceria, foram feitas em fibra de vidro. Em busca de “emagrecer” o carro, carroceria foi composta de diversos materiais. Capô, para-lamas e teto são em alumínio, enquanto os para-lamas traseiros e saias, como as portas, são em fibra de carbono. E os elementos aerodinâmicos, como spoiler, extrator e aerofólio são em fibra de carbono.


A ideia da McLaren com esse novo modelo foi melhorar a performance comercial. Para isso, a montadora inglesa projetou um carro destinado à base do segmento dos superesportivos. E para conter custos, passou a utilizar de componentes já desenvolvidos por outras empresas e se concentrou na reengenharia. Os números de desempenho provam, no entanto, que esta mudança de foco não esmoreceu o espírito da marca.

O propulsor foi desenvolvido pela preparadora britânica Ricardo e tem como base o bloco do Q45 V8, na Nissan. Este motor foi utilizado nas pistas pela Infiniti, em Le Mans entre 1997 e 1999, e depois na Fórmula Indy pela própria Nissan, até 2005. Ele é um V8 a 90º twin-turbo, com turbinas de alta pressão – 1,2 bar –, produzidas pela Mitsubishi. O bloco é forjado em alumínio e tem a parte interna dos cilindros recoberta com Nikasil – uma cerâmica à base da liga de níquel com carbeto de silício – mais resistente que o cromo, normalmente usado. O duplo comando no cabeçote é variável e a injeção de combustível é direta. Tampa do cabeçote e coletores de admissão são em plástico de alta resistência.

Além disso, tirou proveito da queda acentuada nos custos de materiais de alta tecnologia, como fibra de carbono. Um bom exemplo é a chamada célula de sobrevivência, composta por uma peça única – ela é uma plataforma com abas em torno. É ela que forma a estrutura central do carro. As travessas que sustentam o motor e as suspensões são afixadas nas extremidades, enquanto a parte central serve como piso do habitáculo. Há 20 anos, uma célula como essa saía a US$ 100 mil para produzir. Hoje custa US$ 10 mil.


A estrutura de fibra de carbono é moldada com todos os encaixes em alumínio para instalação dos suportes do bloco, das suspensões e dos reforços para casos de colisão. Na unidade em questão, havia opcionais de acabamentos em fibra de carbono no interior e em torno do propulsor e também recebeu freios especiais em fibra-cerâmica, mais eficientes que os normais, em aço. A suspensão tem rigidez variável e foi baseada em um sistema desenvolvido pela Citroën para seus bólidos no mundial de rali, o WRC – e logo proibido pela FIA, tal a vantagem competitiva que ofereceu ao octacampeão Sébastien Loeb.

O sistema substitui os amortecedores por largos cilindros. No interior, pistões que se movimentam de acordo com o ajuste de rigidez indicado por uma central eletrônica. O conjunto é conectado a acumuladores e alteram a rigidez através de uma bomba hidráulica externa. Quanto maior a pressão, mais rígido fica a suspensão. A arquitetura geral é de braços oscilantes na frente e multilink na traseira, com molas. Como sempre, para aliviar o peso do modelo, todas as peças em alumínio forjado. No total, os 600 cv da MP4-12C tem de empurrar 1.336 kg. Ou seja: cada cv se encarrega de apenas 2,25 kg.

Caminho próprio

Se fosse trazida por vias normais, o preço do McLaren MP4-12C pularia dos R$ 1,5 milhão que custou para quase US$ 2 milhões. Mas esse “desconto” não é resultado de nenhuma esperteza tributária. O fato é que a Connect Motors achou uma trilha paralela para assegurar um preço mais interessante para os carros que traz. Em vez de agir como importadora, a empresa apenas intermedeia a aquisição do carro. Quem compra mesmo é o cliente, pessoa física. E por isso mesmo, várias obrigações que uma importadora sofre são evitadas.
 

E isso simplifica a vida tanto da Connect, que intermediou, quanto do comprador. Como a compra é feita diretamente pelo interessado, a empresa não tem de arcar com custos de garantia e fornecimento de peças, como ocorre com qualquer importadora. Por outro lado, o comprador pode conseguir na Justiça o não pagamento ou a reversão do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, já que a compra não visa lucro – a princípio, a intenção não é revender o bem. No caso da McLaren, o IPI chegou a R$ 350 mil. Caso ele seja revertido, o carro sairá por 1,15 milhão.

Todo o trabalho é feito pela Connect. O cliente escolhe o modelo e determina as características que quer. A empresa então rastreia mundo afora até encontrar o exemplar de pronta entrega que mais se aproxima. O McLaren em questão, por exemplo, foi encontrado na Itália. A partir daí, toda a burocracia é tratada pela Connect em nome do cliente e o carro chega às mãos dele, em média, em 30 dias, completamente desembaraçado. No caso de marcas sem representação oficial no Brasil, como a McLaren, a encomenda até pode ser feita diretamente na fábrica. Desse jeito, o cliente pode escolher cada item do carro. Só que isso nem sempre garante preços mais baixos – um revendedor muitas vezes tem maior poder de barganha do que alguém em uma venda isolada. E o tempo de espera é sempre maior – pelo menos, dois meses –, pois o carro só começará a ser feito depois do acerto com a fábrica.

Um trabalho parecido pode ser feito em relação a modelos antigos. Como a lei permite que automóveis com mais de 30 anos de fabricação sejam trazidos como peça de coleção, a mesma intermediação pode ser organizada pela empresa. Nesse caso, é preciso que o interessado faça parte de algum clube oficial de antigomobilismo, encontre o modelo que deseja e acerte a compra com o proprietário. A partir daí, os trâmites seguem o mesmo processo que é feito para modelos zero-quilômetro.


Primeiras impressões

Arte hi-tech

Itu/São Paulo – O MP4-12C é um animal tecnológico. E não deixa nenhuma sombra de dúvida já no primeiro contato. A carroceria baixíssima tem desenho fluido, as bitolas são exageradamente largas, valorizadas pelos para-lamas traseiros ressaltados e ainda traz rodas grandes e vazadas, que deixam à mostra o hiperbólico freio de carbono-cerâmica. Foi pensado e esculpido como uma obra de arte. Para não estragar a embalagem, a McLaren resolveu não instalar maçanetas nas portas. O trinco é acionado por um sensor de movimento embutido sob o vinco na linha de cintura. Ao se passar a mão por ali, a porta se destrava e o vão entre a porta e a carroceria é suficiente para se puxar a porta com a ponta dos dedos – e ela se eleva com extrema leveza.

Entrar no habitáculo não é uma tarefa fácil. A contorção exige um pouco de flexibilidade. Mais importante, no entanto, é a agilidade, para fazer um movimento muito rápido. Já que não é possível fazer a manobra com elegância, que as testemunhas tenham menos tempo para observar. Para passar pelo pequeno vão e alcançar o banco é preciso virar de costas, se curvar para a frente e recuar. Nada charmoso. O corpo deve ficar encaixado no banco. O banco mistura regulagens elétricas e manuais para ajustar, inclusive, as abas laterais e o apoio lombar. Mas uma vez instalado no cockpit – na verdade, é quase com vestir o carro –, o poder de atração do cidadão aumenta exponencialmente.

Por dentro, o revestimento é todo em couro e Alcantara, uma espécie de camurça especial para automóveis. Há detalhes em alumínio nos instrumentos com apliques de fibra de carbono. Tudo é bem caprichado. O volante, de base reta, é recoberto em couro e alcântara. Em torno do volante estão os comandos para uso sequencial da marcha, das setas, do limpador e do cruise control. No console entre os bancos, fica o comando do câmbio, acionado por três botões: ré, neutro e drive. As passagens manuais são comandadas apenas pelas palhetas no volante. Ali estão também a mini-avalanca do freio de estacionamento e os botões do pisca-alerta, do controle manual do aerofólio e da trava das portas.


Logo acima, no console central, há mais quatro botões e ficam dois controles giratórios, parecidos com os que têm nos volantes de Fórmula 1. Acima, a principal interface com tanta eletrônica: uma tela de sete polegadas colocada verticalmente. Mas para configurar todas as possibilidades de acertar o McLaren, é preciso estudar detidamente o manual. Com todos estes comandos, pode-se definir com que humor o MP4-12C vai agir, como o comportamento do câmbio e a rigidez da suspensão.

O ronco do V8 de 593 cv ajuda na fama de mau do McLaren. Do lado de fora, o barulho assusta . De dentro da cabine, instiga. O excesso de botões tende a criar uma relação com o carro um tanto fria, mas a direção, extremamente direta, devolve um pouco a humanidade. O manejo é tão prazeroso que logo o carro parece uma extensão do piloto. A suspensão é absolutamente neutra nas curvas. Mesmo numa sucessão delas, não há rolling. Por outro lado, transfere para o motorista o pequeno tremelique provocado por uma fissura no asfalto.

Mesmo em modo automático, as marchas se sucedem rapidamente. Em poucos metros e sob uma pressão discreta no acelerador, o velocímetro avança vertiginosamente. Com uma pressão um pouco maior no pedal, o corpo é comprimido contra o banco. Isso impressiona, como impressionaria em qualquer modelo com a relação peso/potência de 2,25 kg/cv. O inusitado nesta McLaren é a capacidade de parar. Os discos em carbono-cerâmica parecem dispostos a estancar o carro ao mais discreto toque no freio. Para um carro que acelera tanto, a urgência de parar pode ser tanta que até o aerofólio entra no mutirão com os freios da Brembo. Numa freada muito forte, ele se inclina a 69º, para aumentar o arrasto aerodinâmico.


Ficha técnica

McLaren MP4-12C

Motor: A gasolina, central-traseiro, longitudinal, 3.799 cm³, biturbo, oito cilindros em “V”, com quatro válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote, duplo comando variável de válvulas. Injeção direta e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automatizado de dupla embreagem com sete marchas à frente e uma a ré. Tração traseira. Oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 600 cv a 7 mil rpm.
Torque máximo: 61,1 kgfm entre 3 mil e 7 mil rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 3,3 segundos.
Velocidade máxima: 330 km/h.
Diâmetro e curso: 93,0 mm x 69,9 mm. Taxa de compressão: 8.7:1.
Suspensão: Dianteira e traseira independentes e eletrônicas com controle de chassi ativo. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 235/32 R19 na frente e 305/30 R20 atrás.
Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Oferece ABS.
Carroceria: Cupê em monobloco de fibra de carbono duas portas e dois lugares. Com 4,50 metros de comprimento, 1,90 m de largura, 1,19 m de altura e 2,67 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina.
Peso: 1.434 kg.
Produção: Woking, Inglaterra.
Lançamento: 2010.




Por: Eduardo Rocha / Auto Press
Fonte: Motor Dream

Avaliação: Chevrolet Spin LTZ automática 2013

Minivan ataca rivais com custo/benefício e praticidade.
Falta de sintonia entre motor e câmbio e acabamento decepcionam




Meriva e Zafira, hoje defasadas e alvos certeiros da renovação operada pela Chevrolet neste ano, já viveram dias de glória no passado. Quando chegou, em 2001, a Zafira surpreendia pelo sistema Flex 7, que permitia a acomodação de 7 ocupantes e, na ausência dessa necessidade, que os bancos da terceira fileira fossem recolhidos, sem afetar a capacidade original do porta-malas. Já a Meriva, no ano seguinte, impressionava pelo desenho preciso em suas linhas e vincos e pelas soluções de espaço interno, como o FlexSpace, sistema do banco traseiro que permitia rebatimento de cada um dos três lugares. Quem esperar extrair da Spin, suplente de Zafira e Meriva, o mesmo sentimento de inovação e refinamento técnico pode se frustrar. Melhor dar mais valor aos outros atributos da nova minivan.

O primeiro deles é o preço. Por R$ 44.590, a Spin traz o que se espera de um automóvel desse valor: direção hidráulica, ar-condicionado, travas e vidros elétricos e ajuste de altura do banco do motorista e do volante. Trata-se do primeiro pacote da versão LT. No segundo catálogo, ela agrega rodas de liga leve e CD player com MP3 e Bluetooth, por R$ 45.990. Para ter câmbio automático na LT, paga-se R$ 49.690.

Concorrentes do Spin


Na LTZ, somam-se aos equipamentos do catálogo intermediário da LT rack de teto, computador de bordo, sensor de estacionamento e volante multifuncional – além, claro, da terceira fileira de assentos, que eleva sua capacidade para sete passageiros. Custa R$ 50.990 com câmbio manual, ou interessantes R$ 54.690 quando equipada com câmbio automático e piloto automático. Itens obrigatórios de segurança, como ABS com EBD (distribuição de frenagem) e airbag duplo são comuns a toda linha.

Mercado

Segundo as expectativas da GM, a Spin venderá 2.800 unidades por mês, montante superior aos emplacamentos de Meriva e Zafira somados. Previsões convertidas em realidade, tais números a colocariam na liderança do segmento, desbancando a Fiat Idea, rival que vende, em média, 1.800 carros/mês, segundo dados da Fenabrave. A mnivan da montadora italiana só não aparece na tabela acima porque não possui versão com 7 
lugares.


Impressões

O G1 experimentou a Spin de 7 lugares na versão automática por cerca de 150 km em São Paulo, sendo 50 km ao volante e o restante como passageiro – sempre em circuito rodoviário, ora na Marginal do Pinheiros, ora na Castello Branco, mas nunca num trajeto especificamente urbano.

O câmbio automático de seis velocidades é o mesmo que orquestra o desempenho do Cruze. Casado com ele está o Econo.Flex, já conhecido em sua versão 1.4 que equipa Meriva, Corsa e Agile. Aqui, ele foi ampliado para 1,8 litro, com 106 / 108 cavalos e 16,4 / 17,1 kgfm de torque.


Não há harmonia entre ambos. O câmbio é muito bom no Cruze, que leva um motor 1.8 16V mais moderno sob o capô, mas não em parceria com o Econo.Flex. É como colocar Neymar pra jogar num time da terceira divisão – lhe faltará alguém para tabelar.

Além disso, a Spin sofre pra ganhar velocidade, e as reduções de marchas são nitidamente bruscas. Voltada para o conforto, a suspensão absorve bem as imperfeições do piso, mas cobra a conta com uma estabilidade ruim.

Mas há boas notícias: o silêncio a bordo e rodar a 120 km/h com o conta-giros apontando 2.900 rpm. Méritos da sexta marcha, que ainda garantiu a boa média de 9,5 km/h, segundo o computador de bordo.


Spin x Cobalt

A principal vantagem da Spin sobre o sedã Cobalt, de quem empresa a arquitetura, está no visual. A conversa entre faróis e grade é infinitamente mais harmoniosa, chegando a lembrar o SUV Traverse, vendido lá fora – e isso é um elogio. Os vincos na lateral funcionam no sentido de dar volume à minivan. E a traseira, embora não seja a mais inspirada entre suas similares, é limpa e não comprometedora. Incomodam, no entanto, as rodas de 15 polegadas que, de tão pequenas, tornam a carroceria algo gigantesco e desproporcional.

Da porta para dentro, mais “Cobalt feelings”. A começar pelos tons usados e, principalmente, pela dupla painel de instrumentos/volante, certamente a mais feliz entre as minivans. A Spin ainda leva vantagem nos 32 porta-objetos, embora alguns seja figurativos, como aqueles ao lado do rádio, cuja curta profundidade limita alojar carteiras e celulares, por exemplo.


Quanto ao acabamento, há distorções como rebarbas aparentes e encaixes distantes da perfeição, ante revestimento dos bancos em tecido de boa qualidade. Falando em bancos, eles poderiam ser maiores. A terceira fileira de bancos é um recurso útil, onde é possível comportar um adulto (sem maltratá-lo) ou duas crianças, mas nunca dois adultos. Já o espaço para quem vai na segunda fileira de bancos não é o "latifúndio" encontrado no Cobalt.

A Spin pode levar vantagem sobre o Cobalt hoje, porque o sedã só é vendido com motor 1.4. Mas a chegada dele com o mesmo motor da minivan, prevista para os próximos meses, o tornará uma opção mais interessante para quem não tem que carregar sogra, sogro, amigos dos filhos, etc.



Por: Rodrigo Mora 
Fonte: G1.Globo.com

Avaliação: Mercedes-Benz C 63 AMG Coupé Black Series

Mercedes-Benz exibe o poder de fogo da C 63 AMG Black Series em Interlagos


O objetivo dos carros desenvolvidos pela AMG é apimentar a relação dos clientes da Mercedes-Benz com seus produtos. Carros aparentemente conservadores ganham motores e suspensões que tentam arrancar o máximo que o padrão de construção da marca consegue oferecer. Além de rejuvenescer a marca, aumenta ainda mais o prestígio da estrela de três pontas. Mas nem tudo é trabalho. Os engenheiros da divisão performática da fabricante alemã também têm de se divertir. E a brincadeira chama-se Black Series. O objetivo aqui é pegar os modelos já “reengenheirados” pela AMG e chegar o mais próximo possível de um superesportivo, sem fazer com que o carro se torne um mero fetiche de garagem, como aqueles modelos que o dono gosta muito de olhar, mas não pode usar como carro normal no dia a dia. Em Interlagos, a AMG apresentou um dos dez C 63 AMG Coupé Black Series trazidos para cá. Das 800 produzidas, poucas esquentaram showroom de concessionária no resto do mundo. O Brasil, aliás, é um dos poucos países que ainda têm unidades desse modelo disponíveis.

Isso porque o consumidor daqui que se dispõe a desembolsar perto de R$ 700 mil por um carro costuma gostar de examinar, apertar e cheirar antes de comprar. O preço alto tem a ver com a exclusividade do modelo – o fato de haver apenas uma Black Series disponível para teste fez com que a AMG engrossasse o caldo com a nova SLK 55 AMG e o E 63 AMG. Mas além do pequeno número de exemplares, também há justificativa no motor. É um V8 de 6.3 litros aspirado que produz nada menos que 517 cv a 6.800 rpm e 63,2 kgfm de torque a 5.200 rotações – são 30 cv a mais que a C 63 AMG “normal”. Ele leva o modelo de zero a 100 km/h em apenas 4,2 segundos e à máxima de 300 km/h. Isso em um carro com pouco mais de 1.700 quilos – a relação peso/potência é de 3,34 kg/cv. O motor é basicamente o mesmo usado no superesportivo SLS AMG dotado de uma unidade de gerenciamento nova.


O visual também é mais agressivo. As linhas já agudas do Classe C Coupé são reforçadas por spoiler em fibra de carbono, saias laterais que aproximam o corpo do modelo do chão, para-lamas alargados e um difusor traseiro que ultrapassa a linha do robusto para-choque traseiro. Na frente, duas grandes entradas de ar ajudam no trabalho de arrefecimento e na estética esportiva – que ainda recebe o reforço das duas entradas de ar nada discretas no capô. As saídas de ar na borda posterior das caixas de roda também auxiliam no resfriamento dos freios. Por causa das bitolas maiores, os para-choques foram aumentados – o acréscimo foi de 5,5 cm na frente e 4,2 atrás.

Por dentro, a lógica de unir esportividade e normalidade se reflete nos bancos, que são esportivos mas muito mais confortáveis que os concha. É claro que eles são dotados de todas as regulagens que possam ajudar o ajusta ao corpo do motorista/piloto. O volante é também da linha AMG, com base reta e maior calibre, para melhor a empunhadura. O interior usa a base do Classe C com revestimentos mais sofisticados, como alcântara e apliques em fibra de carbono no tablier e nos painéis das portas, mas tudo de forma discreta, em tons escuros. Se o roncador motor V8 não estiver acordado, do habitáculo só se consegue ter uma pista a respeito da personalidade do Black Series: os cintos de segurança e os pespontos no revestimento em vermelho.


Primeiras impressões

O limite da civilidade

São Paulo/SP – Olhando, a C 63 Black Series não chega a lembrar o vilão Darth Vader, do filme “Guerra nas Estrelas”. Mas foi a associação com o “lado negro da força”, frequentado pelo personagem, que batizou a linha de modelos da AMG. A criação tem duas pretensões: assumir o corpo de carros aparentemente pacatos com um comportamento nervoso e agressivo e não espantar a fiel freguesia da marca, mais conservadora. A primeira parte deu certo. A C 63 Black Series vai mesmo até a fronteira final da civilidade.

Em Interlagos, a Black Series ficou bem à vontade. No final da reta, antes da freada para o S do Senna, era fácil passar dos 240 km/h. Longe, portanto, do corte eletrônico, que no modelo foi inflacionado para 300 km/h, em vez dos costumeiros 250 km/h. Na posição Sport+, uma das quatro configurações disponíveis para transmissão e direção, o câmbio reduz assim que o motorista alivia o pé do acelerador. A sucessão de marchas também é mais rápida e não há qualquer buraco nas acelerações e retomadas. O motor fica cheio o tempo todo.

Nas curvas, o carro se mostra tão assentado no chão que é preciso forçar o limite para que o controle de estabilidade entrasse em ação – coisa que na SLK 55 AMG e no E 63 AMG ocorria com muito mais facilidade. A suspensão, apesar de evitar movimentos excessivos da carroceria, ainda oferece algum conforto. Isso pôde ser constatado na volta de retorno ao boxe. O conjunto conseguiu absorver bem as vibrações as provocadas pelas zebras, o piso mais próximo que se podia encontrar no autódromo paulistano do que existe nas ruas brasileiras.



Ficha técnica

Mercedes-Benz C 63 AMG Coupé Black Series

Motor: A gasolina, dianteiro, longitudinal, 6.208 cm³, com oito cilindros em V, quatro válvulas por cilindro e duplo comando de acionamento. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático de sete marchas à frente e uma a ré. Tração traseira. Oferece controle de tração
Potência máxima: 517 cv a 6.800 rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 4,2 segundos.
Velocidade máxima: 300 km/h
Torque máximo: 63,2 kgfm a 5.200 rpm.
Diâmetro e curso: 102,2 mm X 94,6 mm. Taxa de compressão: 11,3:1
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, com rodas independentes, braços triangulares transversais e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo Multilink e amortecedores hidráulicos.
Pneus: 255/35 R19 na frente e 285/30 R19 atrás.
Freios: Discos ventilados na frente e atrás. Oferece ABS de série.
Carroceria: Cupê em monobloco com duas portas e quatro lugares. Com 4,71 m de comprimento, 1,83 m de largura, 1,39 m de altura e 2,77 m de entre-eixos. Airbags frontais, laterais e de cortina de série.
Peso: 1.723 kg.
Capacidade do porta-malas: 475 litros.
Produção: Affalterbach, Alemanha.
Lançamento mundial: 2011.
Lançamento no Brasil: 2012.
Itens de série: Ar-condicionado automático, direção elétrica, airbags frontais, laterais e de cortina, freios ABS com EBD, apoios de cabeça traseiros, vidros, travas e retrovisores elétricos, sensores crepuscular e de chuva, retrovisor interno eletrocrômico, rádio CD, rodas de liga leve, faróis e lanterna de neblina.
Preço: US$ 337 mil (cerca de R$ 700 mil).




Por: Eduardo Rocha /Auto Press / Fonte: MotorDream

Novo Fiat Bravo 2013 é lançado na Itália

 Preço inicial equivale a R$ 33.321,00


A Fiat apresenta na Itália a linha 2013 do Bravo que tem preço promocional a partir de 12.900 euros (R$ 33.321,00) e bom pacote de equipamentos desde a versão de entrada Pop que já conta com rodas de liga aro 16″, controle de estabilidade, Hill Holder, air-bags frontais e laterais entre outros.

O Bravo 2013 possui três versões de acabamento por lá, Pop, Easy e Street além de seis opções de motor 1.4 16v de 90 cv, 1.4 16v T-Jet de 120 cv, 1.4 16v MultiAir Turbo de 140 cv, 1.6 Multijet 16v de 105 ou 120 CV (o último com câmbio Dualogic) e 1.4 16v EasyPower (gasolina/GLP) de 90 CV.

A linha 2013 do Bravo está à venda a por preços a partir de 16.750 euros (R$ 43.266,00) para a versão Pop com motor 1.4 16v de 90 cv até chegar a 23.250 euros (R$ 60.056,00) para a versão Street 1.6 Multijet de 120 cv. Porém, até 31 de julho de 2012, a marca estará comercializando com o preço promocional de apenas 12.900 euros (R$ 33.321,00) em caso de troca ou entrega para sucateamento.
 

Fonte: Infomotori / Via: Carplace


EcoSport, C3, Gol e Punto 2013 serão lançados em agosto

Jipinho da Ford e hatch da Citroën ganham nova geração; VW e o Fiat, recebem reestilizações para enfrentar seus novos rivais

Citroën, Fiat, Ford e Volkswagen vão começar o segundo semestre de 2012 fazendo barulho. Segundo apurou o iG Carros, o quarteto de fabricantes prepara o lançamento de importantes produtos no período entre o final de julho e começo de agosto próximos.

Quem pensa em comprar um carro novo, em especial um compacto ou então um jipinho, se esperar mais um mês e meio terá ainda mais opções, algumas “quentinhas”. Apenas nessa tacada mudarão Citroën C3 e Ford EcoSport, estreando novas gerações, ao passo que VW Gol/Voyage e Fiat Punto vêm com reestilizações.


Muito aguardado no Brasil, a nova geração do Ford EcoSport vai ter até versão com sete lugares

Ford EcoSport

Talvez o carro mais esperado do ano no mercado brasileiro, a nova geração do EcoSport ainda nem chegou e já está dando o que falar. E bem. No geral, o jipinho da Ford vem sendo elogiado pelo visual moderno e acabamento melhorado, embora ninguém ainda saiba como ele se comporta em movimento. Mas se depender das opções de motorização já divulgadas pela marca isso não deverá ser um problema. O novo Eco terá opções 1.6 (da família Sigma) e 2.0 (Duratec), ambos já utilizados nos modelos New Fiesta e Focus com sucesso. Haverá ainda opção de câmbio automático e tração 4x4 para a versão com motor de dois litros, como ocorre na linha atual.

A Ford ainda não divulga nenhuma infomação sobre preços, mas concessionários já confirmam que oEcoSport 2013 não custará menos que R$ 50.000. Serão ao menos três versões de acabamento –XLT, Freestyle e Titanium – com diferentes listas de equipamentos e itens de decoração. A montadora está preparando até um versão com 7 lugares, com dois bancos rebatíveis no assoalho do porta-malas.


Projeção do iG: o novo C3 terá parabrisa panorâmico e até luzes de LED no para-choque frontal

Citroën C3

Outra nova geração que chega em julho é a do Citroën C3. “Queridinho” do público feminino, o hatch francês que não muda desde 2008 vai evoluir e ficar parecido com o modelo fabricado na França. Só não será igual pois a operação brasileira da montadora dos chevrons economizou alguns milhões no desenvolvimento da versão nacional, que, apesar do novo visual, ainda manterá uma série de componentes da série atual.

Compacto “Premium”, o novo C3 deve ganhar novos equipamentos de conforto e praticidade, como ar-condicionado dual zone e até GPS já embutido no painel. Já na parte de motorização, o principal destaque será a introdução do motor 1.6 Flex Start – o mesmo do Peugeot 308 -, que dispensa o tanquinho de gasolina auxiliar para partidas. Por conta da atualização, os preços do veículo também devem subir a ponto da versão de entrada bater na faixa dos R$ 40.000 – o modelo atual parte de R$ 38.490.


Projeção iG Carros: Gol e Voyage passarão por seus primeiros facelifts nesta nova fase de design

Volkswagen Gol

Até o VW Gol, o carro mais vendido do Brasil, vai ganhar novidades no segundo semestre. Para manter seu reinado, a montadora investirá na receita mais conhecida no mercado nacional: facelift e atualização de conteúdo. Conforme apuramos, o compacto popular da Volkswagen vai receber em agosto uma nova cara, parecida com a do Fox mais recente, e seu interior ganhará mais itens, hoje opcionais, e detalhes de acabamento mais refinados.

A montadora, entretanto, não vai mudar um parafuso sequer nos motores, hoje disponíveis nas opções 1.0 e 1.6. No compasso do Gol, o sedã Voyage também receberá as mesmas mudanças. Já as novidades para linha Saveiro são para mais adiante.


A reformulação que a Fiat prepara para o Punto é parecida com a do modelo Europeu, chamado Punto Evo

Fiat Punto

Outro carro que vai mudar para manter sua competitividade no mercado nacional é o Fiat Punto. O hatch compacto premium fabricado em Betim (MG) vai ganhar uma atualização muito semelhante a do mesmo carro à venda na Europa, cujo nome até mudou para “Punto Evo”– esse nome também pode ser usado no Brasil. São basicamente alterações no visual, com reestilizações das porções frontal e traseira do veículo de acordo com o padrão mundial da marca, além de uma completa reformulação do interior, com novo desenho de painel e console e materiais de acabamento mais, digamos, reluzentes – a marca vai usar e abusar de plástico laqueado na cabine do Punto 2013.

Não espere, portanto, mudanças na parte mecânica do Punto, até porque não há do que reclamar, em especial das versões equipadas com os motores 1.6 e 1.8 da gama E.torQ. No mais, a Fiat manterá o bloco 1.4 Fire na série de entrada e o câmbio automatizado Dualogic desde a versão intermediáriaEssence e o modelo esportivo T-Jet também continuará disponível com as devidas mudanças na passagem para a linha 2013, que chega às concessionárias no começo de agosto.

Por: Thiago Vinholes / Fonte: Carros.iG



Renault quer cortar 300 empregos na França

Marca francesa vai antecipar aposentadorias e contar com saídas voluntárias nos próximos dois anos


A crise que atinge a Europa segue atormentando as grandes fabricantes de carro. Dessa vez, a Renault disse que planeja cortar 300 empregos em sua fábrica na França, de acordo com o site Reuters. O corte deve acontecer nos próximos dois anos na unidade de Flins, perto de Paris. As demissões serão feitas através de antecipações de aposentadoria e saídas voluntárias, explicou Raluca Barb, porta-voz da Renault.

A instalação francesa é responsável pela produção do compacto Clio e está se preparando para a fabricação da nova geração do modelo, bem como o Zoe, carro elétrico da marca que será lançado esse ano. A estimativa é de que o Zoe chegue ao mercado europeu custando cerca de 21 mil euros – aproximadamente R$ 48 mil. Ele irá integrar a gama de elétricos da Renault, da qual já fazem parte o sedã Fluence Z.E., a multivan Kangoo Z.E, e o pequeno Twizy, que tem apenas 2,30 m de comprimento e 1,19 m de largura.
 

Fonte: Motor Dream