quinta-feira, 28 de junho de 2012

Dacia Duster 2013 chega ao Reino Unido

Duster será oferecido em três opções de acabamento


A romena Dacia está apresentando nesta semana no mercado britânico o crossover Duster. Importado da Índia, onde é produzido na fábrica da Renault em Chennai, o modelo tem preços a partir de 8.995 libras, algo em torno de R$ 29.144. Comparativamente, o modelo vendido no Brasil, que custa a partir de R$ 51.800, é 77,7% mais caro.

O valor corresponde ao modelo de entrada, dotado de tração apenas na rodas dianteiras. A versão com tração 4×4 sai por 10.995 libras (R$ 35.623). Ambas as versões trazem debaixo do capô motor 1.6 a gasolina de 105 cavalos. O modelo equipado com motor 1.5 DCi diesel, de 110 cavalos, é o top de linha, custa 14.995 libras (R$ 48.584) e traz tração 4×4.

A Dacia destaca ainda que o Duster será oferecido em três opções de acabamento. A de entada Access traz rodas de aço aro 16″, freios ABS, quatro airbags, rack de teto, vidros dianteiros elétricos, volante com regulagem de altura, alarme com controle remoto e pontos ISOFIX nos bancos traseiros.

A pacote Ambiance traz a mais sistema de som com entrada auxiliar, USB e com controles na coluna de direção; para-choques na cor da carroceria, bancos bipartidos, faróis de neblina e banco do motorista com regulagem de altura.

A modelo top Laureat inclui rodas de liga leve aro 16″, ar-condicionado, volante revestido em couro, vidros traseiros elétricos acabamento em black piano, computador de bordo e detalhes cromados nas maçanetas e rack de teto.
 




Fonte: Dacia / Divulgação / Via: Carplace

Toyota apresenta carro conceito em Goodwood

 Modelo chamado GRMN Sport FR Concept participará da corrida do evento


A Toyota anunciou na quarta-feira (27) que exibirá uma versão conceitual do GT-86 no festival de Goodwood, agendado para os dias 28 de junho a 1º de julho, no Reino Unido. Chamado GRMN Sports FR Concept, o modelo foi desenvolvido para os entusiastas por alto desempenho em pistas, e correrá no Goodwood hillclimb — corrida contra o relógio para a subida de uma montanha —, uma das atrações do evento.

As alterações carregadas pelo carro conceito, desenvolvidas pela empresa parceira da Toyota, Gazoo Racing, começaram pelo motor: o boxer 2.0 16V aspirado recebeu uma série de modificações, além de um sistema de sobrealimentação composto por um supercharger (para oferecer força em baixas rotações) e turbo (para garantir a eficiência em altas RPM). Assim, o rendimento do sistema subiu dos 200 cv e 20,9 kgfm de torque para 320 cv e 43 kgfm de força.

Para suportar o novo rendimento gerado pelo propulsor, o GRMN Sports FR Concept também recebeu novo sistema de embreagem e câmbio de seis marchas. Também entraram em cena freios maiores, suspensão mais rígida e com menor altura em relação ao solo, além de rodas de aro 18” com pneus 245/40 na dianteira e 265/35 na traseira. O visual externo foi completado com novos pára-choques, saias laterais e aerofólio. O interior recebeu gaiola de proteção, assentos concha, cintos de segurança de quatro pontos e manômetros para mostrar a pressão do turbo, temperatura do óleo e água.

Com a nova lista de equipamentos, o modelo teve seu peso elevado de 1.240 kg para 1.280 kg, porém, o acréscimo de rendimento fez sua relação peso-potência diminuir de 6,2 kg/cv para 4 kg/cv.
 



Fonte: Quatro Rodas

Clientes estão financiando veículos direto no banco

Agências já são responsáveis por 31% dos contratos para veículos

Cresceu o número de consumidores que buscam o próprio banco para financiar veículos no lugar de fazer a negociação com a financeira instalada na concessionária. Em junho do ano passado as agências bancárias tinham 11% de participação nas operações de crédito para aquisição de automóveis. Este porcentual saltou para 31% no mesmo mês deste ano. O dado foi divulgado na quarta-feira, 27, pela Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos).

Iroilton Medeiros, diretor comercial da unidade de financiamentos da Cetip, aponta que a rápida mudança é reflexo da redução dos juros para a aquisição de veículos. O movimento começou em abril e foi puxado pelos bancos públicos. “Antes o cliente fechava o negócio na concessionária, de forma mais simples. Agora ele vê vantagem em buscar crédito no seu banco”, avalia.

Outro fator que motivou a mudança foi a eliminação da comissão que as lojas recebiam ao vender o financiamento. Desde fevereiro vigora a Resolução 3954, do Conselho Monetário Nacional (CMN) que transforma em correspondentes bancários as empresas que trabalham com contratos de crédito. Até então, as revendas se esforçacam para vender também o financiamento para ganhar comissões. Dessa forma, elas compensavam as margens apertadas com o retorno das financeiras.

Expansão do Crédito

A Cetip não faz projeções acerca do comportamento do crédito nos próximos anos. Medeiros aponta, no entanto, que já é possível perceber aumento da procura por financiamentos. Cerca de 60% dos carros novos vendidos no País em junho foram financiados. Medeiros esclarece que os bancos continuam rigorosos para aprovar fichas, mas a demanda cresceu. “A redução do preço dos veículos, com a diminuição do IPI e do custo do empréstimo, estimulou os consumidores a buscar crédito para investir em um automóvel”, acredita.

Fonte: Automotive Business

Volvo conclui a entrega de 332 ônibus para Manaus

Do total, 166 chassis são articulados


A Volvo Bus Latin America concluiu na quarta-feira, 27, a entrega de um lote de 332 ônibus para Manaus (AM). As unidades foram adquiridas para renovar a frota da cidade e representam ainda o primeiro passo da implementação do sistema BRT (Bus Rapid Transit).

Os modelos têm motor frontal. Do total, 166 são articulados, encarroçados pela Marcopolo ou pela Neobus, com capacidade para transportar até 180 passageiros. Os chassis convencionais foram implementados pela Comil e pela Ciferal. A maior parte dos ônibus já está em circulação.

Metalúrgicos da GM do Vale do Paraíba fazem protesto

Paralisação afetou setor MVA por duas horas


Os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba, atrasaram em duas horas na quarta-feira, 27, a produção do setor MVA, onde são feitos Classic, Corsa, Meriva e Zafira). A ação deu início à campanha em defesa do emprego na General Motors. A mobilização ocorreu em resposta à ameaça de fechamento do MVA, que atualmente emprega cerca de 1.500 trabalhadores. Durante a paralisação, cerca de 60 veículos deixaram de ser produzidos.

No dia 18 de junho, a montadora encerrou o segundo turno do setor MVA e no dia 22 reabriu o Programa de Demissão Voluntária (PDV), que havia terminado no dia 15 com 186 adesões. O novo PDV se estende até 2 de julho. Em uma apresentação no Simpósio de Manufatura Automotiva, realizado segunda-feira, dia 25, em São Paulo, o vice-presidente de manufatura da GM América do Sul, José Eugênio Pinheiro, afirmou que a empresa pretende “localizar os novos produtos em plantas mais competitivas”, referindo-se à falta de investimentos na fábrica de São José dos Campos.

Ele afirmou ainda que a “tendência natural é de enxugamento da mão de obra”.

No entanto, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos afirma que a GM em São José dos Campos tem plena capacidade para receber novas linhas. A entidade já propôs à montadora que passe a produzir ali 100% do Classic. Hoje, parte da produção do sedã de entrada ocorre em São Caetano do Sul e em Rosário, na Argentina. Se a GM adotasse a proposta do sindicato, o MVA poderia voltar a produzir em dois turnos, sem a necessidade de novos investimentos. No dia 18, com o encerramento do segundo turno do MVA, os trabalhadores foram transferidos para o setor S10, onde a picape é produzida em três períodos.

Na sexta-feira, 29, o sindicato reúne-se com a GM para discutir a situação dos trabalhadores do MVA e os planos da empresa para a fábrica de São José dos Campos. Na assembleia desta quarta-feira, que reuniu cerca de 3,8 mil trabalhadores do MVA e S10, os metalúrgicos aprovaram a mobilização contra o fechamento do MVA, pela manutenção dos postos de trabalho e pela produção integral do Classic na fábrica de São José dos Campos.

GM anunciará novo plano de investimentos no Brasil

Anúncio vem no 2º semestre e pode beneficiar a ociosa fábrica de São José dos Campos


Marcos Munhoz: anúncio de novo investimento no segundo semestre

A General Motors do Brasil anunciará no segundo semestre um novo plano de investimentos para o Brasil. Foi o que admitiu o vice-presidente da companhia, Marcos Munhoz, que apoiou a presidente Grace Lieblein em uma entrevista coletiva durante a apresentação da minivan Spin.

“Os R$ 710 milhões anunciados [em fevereiro] para a fábrica de motores e transmissões de Joinville (SC) já fazem parte desse novo investimento”, disse Munhoz, sem revelar se será maior ou menor que o ciclo que termina este ano, cujo total soma R$ 5 bilhões. “Não há números. É um processo contínuo, temos diferentes estudos, alternativas.”

Um novo aporte daria ânimo à unidade de São José dos Campos (SP), cidade do Vale do Paraíba. A GM aumentou para três turnos a produção da picape S10, mas enxugou de dois para um turno o setor MVA, onde são montados o sedã de entrada Classic, mais Corsa, Meriva e Zafira, esses três lançados no início da década passada (e o Classic, na retrasada, mas passou por renovação estética em 2010). A montadora abriu dois Programas de Demissão Voluntária (PDVs) naquela unidade em menos de um mês e na quarta-feira, 27, os trabalhadores pararam o MVA por duas horas para pedir a manutenção do emprego de seus cerca de 1,5 mil funcionários.

A nova Spin ocupará naturalmente a lacuna de Meriva (com cinco lugares) e Zafira (com sete). O projeto Onix, a ser lançado até o fim do ano, será montado em Gravataí (RS) e roubará compradores do veterano Corsa.

A unidade de São José dos Campos monta também a S10 (em três turnos), produz motores e kits CKD, além fornecer itens de estamparia e plásticos para todas as unidades, mas o sindicato local dos metalúrgicos quer mais produtos, como o Sonic e a totalidade dos Classic, fatos descartados pela presidência da montadora. Existe espaço para a GM montar por lá o futuro concorrente do EcoSport.

O utilitário esportivo será lançado no Salão de Paris, em setembro, e já tem versões equivalentes das marcas Buick (Encore) e Opel (Mokka). Contudo, na segunda-feira, 25, em seminário promovido pela SAE, o vice-presidente de manufatura da GM, José Eugênio Pinheiro, afirmou que a montadora pretende montar os novos produtos em plantas mais competitivas e que o enxugamento da mão de obra seria um caminho natural.

Grace quer market share como consequência

Sobre um possível aumento de participação de mercado, decorrente da renovação dos produtos feitos aqui, Grace Lieblein respondeu de maneira política: “O market share não é o objetivo, mas sim oferecer bons produtos e bom atendimento com preço adequado. O aumento de participação deve ser uma consequência disso. Quando se tem um objetivo de market share, as decisões tomadas para isso nem sempre são boas.”
Por: Mário Curcio / Fonte: Automotive Business


Governo anuncia novas medidas de incentivo à indústria nacional, batizadas de PAC Equipamentos

Programa de compra PAC Equipamentos incentivará indústria nacional, diz Mantega


Dilma Rousseff e Guido Mantega durante cerimônia de Anúncio do PAC Equipamentos: o ministro disse que a queda da taxa irá incentivar os investimentos no país.

O governo anunciou nesta quarta-feira, 27, em Brasília (DF), novas medidas de incentivo à indústria nacional, batizadas de PAC Equipamentos, programa de compras governamentais com investimento total de R$ 8,4 bilhões que serão aplicados em veículos e equipamentos no segundo semestre. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na presença da presidenta Dilma Rousseff, além de outros ministros, parlamentares e representantes da indústria.

O ministro também anunciou a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo, a TJLP, que regula os empréstimos do BNDES, de 6% para 5,5% ao ano, e a preferência pela compra de equipamentos da indústria nacional, ainda que produtos similares sejam mais baratos no exterior.

O grande beneficiado do PAC Equipamentos será a indústria automotiva: a maior fatia do aporte, R$ 7,9 bilhões, será utilizada para a compra de veículos, 19.256 unidades no total, incluindo caminhões (e implementos rodoviários), ônibus, vans tipo furgão, motocicletas, máquinas de construção, máquinas e implementos agrícolas, além de vagões para trens urbanos e veículos especiais blindados para as Forças Armadas (Iveco Guarani).

Dentro da fatia para compra de veículos, o segmento de comerciais pesados receberá a maior parte, sendo R$ 2,2 bilhões para a aquisição de 8 mil caminhões (preço médio de R$ 285 mil por unidade). Uma parcela será implementada como caminhões-pipa para uso em Estados e municípios que enfrentam problemas de estiagem. Outra parcela dos caminhões será destinada às Forças Armadas.

Já no segmento de chassis de ônibus, o governo investirá R$ 1,7 bilhão para a compra de 8.570 unidades, todos para o programa Caminho da Escola. Segundo os dados do governo, este volume representará 36% da produção total de chassis no País durante o segundo semestre. No caso dos caminhões, as 8 mil unidades serão 8,4% da produção do segmento no mesmo período.

Para o setor de infraestrutura o governo comprará 4.971 equipamentos de construção, entre retroescavadeiras, motoniveladoras e perfuratrizes no valor total de R$ 1,3 bilhão, para projetos de melhoria das estradas vicinais e escoamento da produção dos municípios e para a perfuração de poços nas regiões atingidas pela seca.

O investimento também contempla o sistema único de saúde que receberá 3.125 vans tipo furgão equipadas como clínicas médicas móveis no valor de R$ 480,5 milhões.

Mantega frisou que o PAC Equipamentos integra a política de incentivo à economia como forma de evitar sua desaceleração diante da crise europeia.

“A crise europeia continua piorando e está deprimindo o crescimento da economia mundial. Em vista desse cenário, o governo brasileiro está tomando medidas de estímulo à economia para podermos ampliar os nossos investimentos, para estimular a demanda, para aumentar a confiança – porque neste momento a confiança no mundo cai bastante – e para, enfim, acelerar o nosso crescimento. Em função desse cenário, temos de continuar com políticas de estímulo”, disse.

Segundo a presidente Dilma Rousseff, do total de investimentos dedicados ao PAC Equipamentos, cerca de R$ 6 milhões não estavam previstos no orçamento deste ano, o que, segundo ela, representam uma antecipação de compra para estimular a indústria nacional. Com esta nova medida, o governo prevê investimento equivalente a R$ 51 bilhões em todos os âmbitos do PAC 2, Programa de Aceleração do Crescimento.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (FABUS), José Antônio Martins, avaliou de forma positiva essa e demais medidas do governo para estimular a indústria nacional, principalmente as ações ligadas ao transporte, como o PAC Mobilidade, lançado há dois meses e que contempla investimentos em diversos modais, como ônibus e corredores BRT, monotrilhos, veículos leves sobre trilhos (VLT), trens entre outros.

Martins acrescentou que com o PAC Equipamentos o Brasil deve alcançar no segundo semestre uma capacidade diária de produção entre 50 e 60 ônibus escolares, igualando-se aos Estados Unidos, maior produtor de ônibus escolares do mundo.

Por: Sueli Reis / Fonte: Automotive Business