quarta-feira, 27 de junho de 2012

Carlos Ghosn, CEO da Nissan, é o executivo mais bem pago do Japão

CEO da companhia recebeu US$ 12,5 milhões


Carlos Ghosn, CEO da Nissan, é novamente o executivo mais bem pago do Japão, com ganhos de US$ 12,5 milhões entre salário e bônus no último ano fiscal. O valor, alto na comparação com outras companhias da região, é 0,5% maior do que o do ano anterior e não inclui o que ele recebeu da parceira Renault. Como comparação, Akio Toyoda, que comanda a Toyota, ganhou US$ 1,71 milhão no mesmo período.

A Nissan aponta, no entanto, que a política de remuneração de seus executivos deve ser confrontada com a de empresas globais, não com companhias japonesas. Segundo a montadora, reter estes talentos é uma vantagem competitiva.

Os ganhos de Ghosn ficaram abaixo da média mundial dos presidentes das montadoras, de US$ 17,5 milhões. Entre os mais bem pagos estão Alan Mulally, da Ford, que recebeu US$ 29 milhões, e Martin Winterkorn, da Volkswagen, com pagamento de US$ 23 milhões.

No cargo desde 2001, Ghosn foi destaque no ano passado por conduzir a Nissan durante a crise causada pelo terremoto e o tsunami que afetaram o Japão. No período, ele obteve resultados melhores do que os concorrentes da mesma região, como Honda e Toyota. O executivo negou recentemente que está se preparando para a aposentadoria em 2017.


Bosch já produziu 1 milhão de freios ABS no Brasil

Item de segurança será obrigatório em 2014


Desde a nacionalização da produção do sistema de freios ABS, em 2007, a Bosch já fabricou mais de 1 milhão de unidades do equipamento no Brasil. O ABS será item obrigatório nos automóveis à venda no Brasil em 2014 porque impede o travamento das rodas e aumenta a segurança das frenagens.

A obrigatoriedade futura previa também a introdução gradual do equipamento. Por esse motivo, sua aplicação nos carros vem crescendo. Segundo pesquisa realizada pela Bosch com base em estatísticas de vendas, 30% dos novos veículos de passageiros licenciados entre janeiro e dezembro de 2011 tinham freios ABS, 7 pontos porcentuais a mais que em 2010.

Ainda dentro dessa estatística, 7% desses novos veículos saíram de fábrica equipados com o Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP), o que representa um crescimento de três pontos porcentuais em relação ao ano passado. O ESP já tem incluída a funcionalidade do ABS.

No quesito segurança passiva, a pesquisa também mostrou que houve crescimento na taxa de instalação de airbags frontais para motorista e passageiro (36% em 2011 e 26% de 2010). De acordo com dados do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), 518 modelos, equivalentes a 67% da oferta nacional, ofereciam o ABS como item de série já em 2011. Entretanto, quando considerada apenas a categoria de hatches compactos, a mais vendida no País, o equipamento de segurança é oferecido como item de série em apenas 17% das versões e como opcional em 38% delas.

“Acredita-se que nos próximos anos esses modelos vão registrar crescimento na taxa de instalação tanto do ABS como dos airbags”, comenta Carlo Gibran, gerente de vendas da divisão Chassis Systems Control da Robert Bosch América Latina.

ABS E ESP de 9ª geração

Com uma linha de produção flexível, a Bosch iniciará no fim do ano a produção do ABS associado a ESP, de nona geração. Atualmente, a maioria dos carros com ESP no Brasil é importada. Na Europa, todos os veículos novos saem de fábrica com o item desde outubro de 2011. Nos Estados Unidos, o sistema é obrigatório em todos os veículos até 4,5 toneladas e regulamentações semelhantes entrarão em vigor nos próximos anos na Austrália, Japão, Coreia e Rússia. Atualmente, em todo o mundo, 48% dos automóveis de passeio novos e comerciais leves estão equipados com o ESP.



Vale inaugura usina para biocombustível no Pará

 Empresa prevê construir mais uma unidade com investimento total de US$ 500 milhões


Foto: Divulgação

A Vale informou que a Biopalma da Amazônia S.A., empresa da mineradora em sociedade com o Grupo MSP, inaugurou na terça-feira, 26, a sua primeira usina extratora de palma (dendê). A unidade, no município de Moju, a 150 quilômetros de Belém, marca o início do projeto de biodiesel da companhia.

A Vale tem planos ainda de construir mais uma unidade para extração de óleo do fruto. Está prevista a construção de uma planta industrial para transformar o óleo em biodiesel a partir de 2015. O investimento total é de US$ 500 milhões.

O objetivo é suprir a demanda de biodiesel para a utilização de B20 (20% de biodiesel e 80% de diesel comum) na frota de locomotivas, máquinas e equipamentos da Vale no Brasil. Hoje, a legislação brasileira estabelece o uso da mistura de, no mínimo, 5% de biodiesel (B5).

A usina tem capacidade de extração de 120 toneladas/hora de cachos de fruto fresco (CFF), o que representa cerca de 25 toneladas/hora de óleo. A capacidade de geração de energia limpa é de 11 MW, dos quais 3,5 MW serão utilizados na usina e o excedente poderá ser disponibilizado à concessionária de energia do Estado.

A estimativa é que o uso do B20 reduza a emissão de gases do efeito estufa da empresa em cerca de 20 milhões de toneladas de CO2 em 25 anos. Outros 2 milhões de toneladas CO2 poderão ser sequestrados por meio da plantação da palma.

Investimentos

A mineradora pretende manter investimentos na área de gás, disse nesta terça-feira a diretora executiva de Sustentabilidade, Recursos Humanos e Energia da empresa, Vânia Somavilla. "No nosso portfólio, temos projetos de gás e petróleo. Estamos revisitando isso de forma que permaneça a nossa estratégia de manter apenas investimentos na área de gás", disse ela durante o anúncio da inauguração de uma usina de produção de óleo de palma, no município de Moju, no Pará.

Recentemente a Vale anunciou que pretendia se desfazer de alguns ativos de óleo e gás. De acordo Vânia, o objetivo é permanecer em alguns ativos de gás como investidora para evitar riscos ao seu abastecimento energético. Também presente no encontro, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou que a decisão sobre o destino dos ativos de óleo e gás será tomada no "momento adequado".

Ressaltando que o setor de óleo e gás é intensivo em capital, Ferreira afirmou que a Vale manterá seu foco em mineração. "Temos experiência em mineração. Considerando que os dois são intensivos em capital, vamos nos concentrar no que temos mais experiência", declarou o executivo, acrescentando que bancos foram contratados para indicar qual a melhor solução para os ativos de óleo e gás.

YPF

A Vale admitiu que está preocupada com o processo de estatização da petrolífera YPF pelo governo argentino, antes comandada pela espanhola Repsol. A Vale explora gás na formação de Las Lajas, no país vizinhos, por meio de uma joint venture paritária com a YPF. "Estamos um pouco preocupados com a questão da estatização da YPF", disse o diretor global de Energia da Vale, João Coral, durante a entrevista coletiva de inauguração da planta produtora de óleo de palma.

O executivo ressaltou, no entanto, que as operações da joint venture continuam normalmente, apesar do movimento do governo argentino. O objetivo da parceria com a YPF é assegurar o abastecimento de gás para o projeto de potássio Rio Colorado, na Argentina, que recentemente a mineradora disse estar reavaliando. Questionado se um dos motivos da reavaliação seria a questão da estatização, o executivo amenizou o tom. "Não temos problemas nenhum com a YPF, problemas zero (...) Todos os compromissos assumidos estão sendo cumpridos e o cronograma está em dia."

Ao ser perguntado se a continuidade dos trabalhos de exploração na formação de Las Lajas indicaria a manutenção do projeto Rio Colorado, o executivo respondeu: "Aí é outra questão. Se depender de gás, acho que sim". O projeto está em fase de exploração e a expectativa da Vale é até o fim do ano ter informações mais precisas de volume da reserva não convencional, do tipo "tight gas".
 
Fonte: Agência Estado / Via: Automotive Business


Continental entra no mercado de recapagem de pneus para caminhões

Fabricante traz banda de rodagem de fábrica mexicana e procura parceiras no Brasil


A Continental entrou no mercado de recapagem de pneus para caminhão no Brasil. Para atuar nesse segmento, a fabricante fará parcerias com suas revendas interessadas e também com novas empresas dispostas a investir em recapagem de pneus de carga ou com companhias que já atuem nesse segmento e queiram trabalhar com a bandeira Continental.

A fabricante não revela investimentos nem meta de recapagens por ano. Informa apenas que quer terminar 2012 com a adesão de duas grandes reformadoras, mais duas novas a cada ano. “Nossa rede é integrada atualmente por mais de 200 pontos de venda de pneus de carga no território nacional. Num primeiro momento, o foco está na oferta dos serviços de recapagem nos grandes centros. Os parceiros terão suporte técnico e logístico de nossa equipe desde a definição dos layouts e seleção de maquinário, passando pelo treinamento das equipes de recapadores e de vendas”, afirma o diretor-superintendente Renato Sarzano.

Os 11 desenhos de banda de rodagem disponíveis levam o nome ContiTread e vêm da fábrica Continental de Morélia, no México. Há modelos para longas distâncias, tráfego regional, tráfego urbano e construção. O produto já é consumido nos Estados Unidos e na América Central.

Segundo a fabricante, a ContiTread mantém as características dos pneus de carga, propiciando desempenho equivalente ao da banda original em quilometragem e consumo de combustível. Os pneus da própria Continental recapados com ContiTread contarão com a chamada Garantia C3, benefício que protege a carcaça reformada até o fim da terceira vida.

Segundo a Associação Brasileira do Segmento da Reforma de Pneus (ABR), o mercado nacional reforma 7,6 milhões de pneus de carga por ano. É o segundo maior, atrás apenas dos Estados Unidos. O setor movimenta todo o ano R$ 4 bilhões, tem 1,3 mil reformadoras de pneus comerciais, 18 fornecedores de matéria-prima e gera mais de 40 mil empregos diretos. Hoje, mais de dois terços dos pneus de carga em uso são reformados, gerando economia aproximada de R$ 5,6 bilhões por ano para o setor de transportes.

Até novembro, todos os reformadores de pneus comerciais (caminhão e ônibus) deverão obter o certificado do Inmetro, conforme determinação da Portaria nº 444 de 19 de novembro de 2010. A certificação é compulsória, ou seja, todas as empresas que realizam o serviço de reforma de pneus destinados a veículos comerciais e comerciais leves terão de atender aos requisitos da portaria. Aqueles que não se adequarem até o prazo legal estipulado ficarão sujeitos às penalidades e sanções previstas em lei.
 

Fiat lança novo Punto turbo na Europa

 Modelo renovado chega ao Brasil no 2º semestre


A Fiat lançou na Europa a versão renovada do Punto, disponível em três e cinco portas e com cinco configurações de acabamento: Pop (versão de entrada), Easy, Lounge e os novos GBT (esportivo) e TwinAir. O novo Punto (antes era chamado de Grand Punto) integra a categoria de compactos na Europa, que representa um quarto do mercado local, com cerca de trinta modelos competindo, incluindo alguns vindos do Japão e Coreia do Sul.

A principal mudança está no motor, o TwinAir Turbo faz sua estréia no Punto, que segundo a fabricante tem o desempenho de um motor de quatro cilindros, mas a economia de combustível de um motor de dois cilindros. Produz 85 cv de potência e oferece um botão com função 'Eco' no painel que reduz a produção de torque para melhor eficiência de combustível. Existe também um par de motores de 1.4 de gasolina com a tecnologia MultiAir, que atinge 100km em 8,5 segundos.

O motor 1.3 MultiJet a diesel ganhou algumas atualizações, como um alternador inteligente que recarrega a bateria apenas quando não há carga no motor, e um sistema Start/Stop. O sistema de injeção common-rail também foi atualizado, com até oito injeções possíveis por ciclo. O propulsor, segundo a Fiat, alcançou uma taxa de emissões de 98 g/km de CO2.

Por fora, as principais mudanças são o novo para-choque dianteiro da mesma cor que o carro com duas grades em forma de trapézio e a traseira também redesenhada para acompanhar a cor do veículo. O modelo ganhou três novas opções de cores metálicas.

No Brasil, a Fiat planeja apresentar o novo Punto no segundo semestre deste ano.
 





Volvo Caminhões registra queda de 5% nas vendas globais

América do Sul puxou retração, com tombo de 23%


As vendas globais da Volvo Caminhões sofreram retração de 5% entre janeiro e maio deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, para 42,7 mil unidades. A baixa foi homogênea nos dois segmentos em que a empresa atua. Tanto as vendas de semipesados como as de pesados caíram 5%, para 731 e 42 mil veículos, respectivamente.

A diminuição dos negócios da companhia foi puxada pela retração na América do Sul. Os negócios da companhia na região esfriaram 23% no período, para 7,3 mil unidades, com a desaceleração da economia. Outro fator importante foi o início de uma nova legislação de emissões em alguns mercados, como o brasileiro, que entrou no Proconve P7 em janeiro de 2012.

A companhia também registrou baixa significativa, de 22% no mercado asiático, para 4,3 mil caminhões. Na Europa as vendas caíram 11%, para 17,4 mil unidades. Houve, no entanto, crescimento de 6% no leste europeu, para 5,7 mil veículos, enquanto a demanda diminuiu 18% na região ocidental, para 11,7 licenciamentos. A América do Norte foi a única região global a apresentar crescimento, com elevação de 27% para 11,1 mil caminhões da marca.



Inadimplência nos financiamentos de veículos chega a 6%, informa BC

De acordo com dados do Banco Central, calote está registrando seu maior patamar desde junho de 2000, chegando aos 6%


De acordo com o Banco Central do Brasil, a inadimplência registrada nos financiamentos de veículos está influenciando os números gerais do país. Segundo dados divulgados na terça-feira (26), o calote aos bancos registra o seu maior patamar desde junho de 2000, chegando aos 6%. Apenas na pessoa física (ou seja, a maioria dos clientes que utilizam o crédito bancário para comprar um veículo) a baixa já está em 8%, o maior desde 2009.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel disse que as novas medidas de estímulo ao crédito de veículos não representam perda de qualidade da carteira, pois houve "um processo de aprendizagem" ao longo desses dois anos e os bancos se tornaram mais seletivos. "Espera-se crescimento, mas com garantia, qualidade e seletividade, de modo que não venha a se traduzir em aumento de inadimplência nos próximos meses".

Maciel afirmou também que o BC espera ver, já ao final deste ano, retração da inadimplência como um todo. "A expectativa é que haja acomodação e retração até o final do ano na pessoa física. Pessoa jurídica está mais estável. Pessoa física é que tem determinado o comportamento da taxa como um todo."

Números do setor

Segundo o último balanço divulgado pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), o saldo total das carteiras de financiamentos de veículos (CDC e Leasing) fechou o mês de abril em R$ 200,7 bilhões, uma alta de 5,3% sobre o mesmo período de 2011, mas 0,3% menor que no mês de março (201,4 bilhões).

O saldo de crédito para aquisição de veículos do mês de abril corresponde a 4,7% do PIB nacional (estimado em R$ 4,237 trilhões), frente a 4,9% no mesmo período de 2011 e representa 9,6% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 29,8% do total do crédito destinado às pessoas físicas.

No mês de abril, foram liberados 6.747 milhões de reais para aquisição de veículos financiados (CDC), 13,2% menos que em março (R$ 7.777 milhões) e 12% menos que no mesmo período de 2011 (R$ 7.669 milhões).

Fonte: Carsale