sexta-feira, 22 de junho de 2012

Teste completo: Fiat Palio Weekend, Strada e Siena EL 2013

Fiat promove reestilização na Palio Weekend, Strada e Siena EL para separá-los do resto da linha Palio


Desde que foram lançados, Palio Weekend, Strada e Siena sempre tiveram relação direta com o Palio, modelo que deu origem à linha em 1996. Seja no nome – caso da perua – seja no visual, os três eram apenas variantes de carroceria do hatch precursor. Entretanto, com o lançamento da nova geração do Palio, no ano passado, a Fiat decidiu mudar essa história. O Grand Siena chegou em abril, com identidade própria. Agora, o resto da linha manteve a antiga trilha. Ou seja, para os três outros veículos da linha – a station, a picape e a configuração de entrada do sedã –, a mudança foi bastante discreta. Não passou de um retoque estético na dianteira, um novo painel no interior e uma rearrumação das versões.

E, ao menos por enquanto, essa atualização deve ser suficiente para dar sobrevida aos modelos. A Fiat ainda nem cogita a substituição de qualquer um dos três por veículos com plataformas atualizadas – seja do novo Palio ou de qualquer outra. Na Strada, a razão é mercadológica. Ela representa 47,7% do segmento de picapes compactas do mercado nacional. Já Palio Weekend e Siena EL registraram quedas importantes nas vendas. E as pequenas mudanças buscam manter a liderança sobre a Volkswagen SpaceFox e encostar no Chevrolet Classic, respectivamente.


Para isso, a Fiat não foi muito ousada. Do lado de fora, a marca expandiu a nova identidade visual através da nova grade, com um friso cromado horizontal. "O bigodinho virou tendência", brinca, Claudio Demaria, diretor de engenharia da empresa, ao fazer alusão ao apelido da peça desde o primeiro 500, da década de 1950. Além dela, todas as versões ganharam um novo para-choque dianteiro. Atrás, a única que recebeu novidades foi a Weekend, com um aplique cromado sobre a placa.

Por dentro, porém, as modificações são bem mais claras. Cada carro recebeu um novo console central, com novo design dos comandos. Os painéis de instrumentos também são diferentes, diferentes para cada um dos modelos. Outra novidade no interior é o volante, totalmente novo. Os bancos receberam novas estruturas e forros.


Em relação às versões, o maior destaque vai para a Strada Trekking. Antes equipada com o motor 1.4 Evo de 86 cv, a configuração intermediária da picape conta com o 1.6 16V E-torQ de 117 cv – é a primeira vez que o modelo recebe esse propulsor. Agora todas as três versões da Strada – além da Trekking, a de entrada Working 1.4 e a Adventure 1.8 16V – passam a ter a opção de cabine dupla – antes exclusiva para a topo. Os preços são de R$ 31.490, R$ 38.350 e R$ 47.490, na ordem.

A Palio Weekend recebeu apenas novos equipamentos nas já conhecidas versões Attractive 1.4, Trekking 1.6 e Adventure 1.8 16V. O airbag duplo e os freios com ABS são de série em todas, por exemplo. A perua parte de R$ 41.490, passa por R$ 43.360 e atinge R$ 51.210, sem opcionais. No caso do Siena, a Fiat extinguiu a antiga configuração de entrada Fire, que ainda tinha o visual da terceira fase do carro. Agora, o EL faz o papel de sedã de entrada da marca com dois motores. O 1.0 de 75 cv – R$ 28.150 – e o 1.4 de 86 cv – R$ 30.970. Assim, a ideia é deixar o Grand Siena como um três volumes mais requintado e moderno, bem distante da proposta do EL.


Primeiras impressões

Todos por um

Recife/Pernambuco – Como as mudanças individuais em cada carro foram sutis, a saída para Fiat foi juntar tudo no mesmo bolo. Assim, apresentou todas as 15 versões de Strada, Siena EL e Palio Weekend ao mesmo tempo. O problema é que nem assim conseguiu disfarçar a falta de novidade de seus modelos. A impressão geral é que foi uma renovação feita às pressas para tentar amenizar a idade dos projetos. Ao menos, a marca italiana não se ateve à tradicional mudança de grade/para-choque. Não que não tenha feito isso, mas também fez modificou de forma mais expressiva o interior.

Qualquer um dos três modelos ficou mais interessante. Os volantes novos – principalmente na picape e na perua – são bonitos e trazem comandos do rádio como opcionais. Nas versões com câmbio automatizado, eles ainda podem receber borboletas para trocas de marcha na parte de trás. No resto do painel, mudanças de cunho apenas estético. O console central recebeu um novo desenho, com novas saídas e comandos de ventilação e um rádio mais moderno.


Em frente ao passageiro, um ressalto acompanha o desenho da saída de ar individual. Os painéis de instrumentos também são novos e mais vistosos. Claro que não são modificações profundas – os materiais ainda são muito pobres e de má qualidade ao toque –, mas para quem compra, dá aquela sensação de que é outro carro em relação à linha aposentada.

Em movimento, sem novidades. Destaque apenas para a Strada, que passa a ser equipada pela primeira vez com o motor 1.6 16V de 117 cv. E, na picape, de uma maneira geral, o propulsor se dá bem. Pelo relativo baixo peso, ele é eficiente e move o modelo com competência. Mas para isso, é preciso paciência. Só acima dos 2.500 giros ele começa a dar algum sinal de força e só "enche" mesmo próximo das 4.500 rpm.



No Siena EL, a configuração mais interessante é a mais forte, de 1.4 litro. O propulsor já é conhecido e não preza pelo desempenho, mas, mesmo assim, é bem superior ao "chocho" 1.0 de 75 cv. O comportamento comedido do motor combina com a calibração da suspensão. Criticada já muitas vezes, ela é molenga demais e não sustenta o carro em curvas mais fechadas. A carroceria rola bastante e há sensação de insegurança.

Já na Palio Weekend, a versatilidade agrada. Há bastante espaço na cabine e no porta-malas e a lista de equipamentos é recheada, com airbags e ABS de série. Na testada configuração topo de linha Adventure Locker, o motor 1.8 16V é valente, mas às vezes briga com o câmbio Dualogic – ainda sem a atualização lançada no Bravo –, indeciso em muitos momentos. Além disso, para passar em terrenos acidentados o controle que um carro manual dá é altamente indicado.



Ficha técnica

Fiat Palio Weekend Adventure Locker

Motor: Flex, dianteiro, transversal, 1.747 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando simples de válvulas no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual (automatizado) com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece diferencial dianteiro blocante como opcional.
Potência máxima: 130 e 132 cv a 5.250 rpm com gasolina e etanol.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,9 e 10,5 segundos com gasolina e etanol.
Velocidade máxima: 182 e 184 km/h com gasolina e etanol.
Torque máximo: 18,4 e 18,9 kgfm a 4.500 rpm com gasolina e etanol.
Diâmetro e curso: 80,5 mm X 85,8 mm. Taxa de compressão: 11,2:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson com rodas independentes, com braços oscilantes inferiores e barra estabilizadora. Traseira com rodas independentes, eixo de torção e barra estabilizadora.
Pneus: 205/70 R15.
Freios: Discos ventilados na frente e tambor atrás. Oferece ABS de série.
Carroceria: Station em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,31 metros de comprimento, 1,72 m de largura, 1,64 m de altura e 2,46 m de distância entre-eixos.
Peso: 1.211 kg.
Capacidade do porta-malas: 460 litros.
Tanque de combustível: 51 litros.
Produção: Betim, Minas Gerais.
Itens de série: Versão Attractive: ABS, airbag duplo, computador de bordo, conta-giros, direção hidráulica, vidros dianteiros e travas elétricas e volante com regulagem de altura.
Preço: R$ 41.490.
Versão Trekking: Adiciona motor 1.6, barras longitudinais no teto e pneus de uso misto.
Preço: R$ 43.360.
Versão Adventure: Adiciona motor 1.8, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, chave canivete, rodas de liga leve de 15 polegadas e adereços estéticos off-road.
Preço: R$ 51.210 (R$ 53.390 com câmbio Dualogic).

Fiat Siena EL 1.4

Motor: Flex, dianteiro, transversal, 1.368 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro, comando simples de válvulas no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 85 e 86 cv a 5.750 rpm com gasolina e etanol.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,9 e 12,8 segundos com gasolina e etanol.
Velocidade máxima: 166 e 167 km/h com gasolina e etanol.
Torque máximo: 12,5 e 12,4 kgfm a 3.500 rpm com gasolina e etanol.
Diâmetro e curso: 72,0 mm X 84,0 mm. Taxa de compressão: 10,3:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson com rodas independentes, com braços oscilantes inferiores e barra estabilizadora. Traseira com rodas independentes, eixo de torção e barra estabilizadora.
Pneus: 175/65 R14.
Freios: Discos ventilados na frente e tambor atrás.
Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,16 metros de comprimento, 1,63 m de largura, 1,43 m de altura e 2,37 m de distância entre-eixos.
Peso: 1.076 kg.
Capacidade do porta-malas: 500 litros.
Tanque de combustível: 48 litros.
Produção: Betim, Minas Gerais.
Itens de série: Apoios de cabeça com regulagem de altura, bancos dianteiros com regulagem do encosto, banco traseiro rebatível, computador de bordo, conta-giros, tomada 12V e vidros verdes.
Preço: R$ 28.150 com motor 1.0 e R$ 30.970 com motor 1.4.

Fiat Strada Trekking 1.6

Motor: Flex, dianteiro, transversal, 1.598 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando simples de válvulas no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 115 e 117 cv a 5.500 rpm com gasolina e etanol.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 9,9 e 9,8 segundos com gasolina e etanol.
Velocidade máxima: 176 e 178 km/h com gasolina e etanol.
Torque máximo: 16,2 e 16,8 kgfm a 4.500 rpm com gasolina e etanol.
Diâmetro e curso: 77,0 mm X 85,8 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson com rodas independentes, com braços oscilantes inferiores e barra estabilizadora. Traseira com eixo rígido, com molas helicoidais.
Pneus: 175/70 R14.
Freios: Discos ventilados na frente e tambor atrás. Oferece ABS de série.
Carroceria: Picape em monobloco com duas portas e quatro lugares. Com 4,42 metros de comprimento, 1,66 m de largura, 1,58 m de altura e 2,71 m de distância entre-eixos.
Peso: 1.176 kg com 500 kg de capacidade de carga.
Capacidade do porta-malas: 580 litros.
Tanque de combustível: 58 litros.
Produção: Betim, Minas Gerais.
Itens de série:
Working 1.4: Apoio de cabeça, barras longitudinais no teto, computador de bordo, conta-giros e protetor de caçamba.
Preço: R$ 31.490 (cabine simples), R$ 34.540 (cabine estendida) e R$ 38.440 (cabine dupla).
Trekking: Adiciona motor 1.6, freios ABS, airbag duplo, brake-light, direção hidráulica, faróis de neblina, pneus de uso mists, vidros dianteiros e travas elétricas e volante com regulagem de altura.
Preço: R$ 38.350 (cabine simples), R$ 41.150 (cabine estendida) e R$ 45.050 (cabine dupla).
Adventure: Adiciona motor 1.8, ar-condicionado, computador de bordo B, rodas de liga leve de 15 polegadas e adereços estéticos off-road.
Preço: R$ 47.490 (cabine estendida), R$ 51.490 (cabine dupla) e R$ 54.060 (cabine dupla Dualogic).


por Rodrigo Machado - Auto Press
Fonte: MotorDream


Opel pretende produzir carros com preços mais acessíveis

Opel muda plano comercial para recuperar mercado


A Opel vai inverter a estratégia comercial e vai passar a produzir carros mais acessíveis para reconquistar espaço no mercado. Apesar do difícil momento vivido pelas empresas europeias, a fabricante alemã afirmou que não fará cortes de investimentos em novos produtos. A marca espera, até 2016, apresentar 23 novos modelos ou facelifts, entrando em novos segmentos para a empresa, como o dos subcompactos e dos SUVs pequenos.

Para recuperar as vendas, além de investir em uma estratégia comercial agressiva, a Opel vai adotar outras medidas. A principal delas é a otimização da capacidade das fábricas. A empresa vê uma falha na eficiência e vai aproveitar a experiência mundial da GM para encontrar novas relações, principalmente com a aliança entre a marca norte-americana e a francesa PSA Peugeot Citroën. De acordo com os alemães, a nova investida, com preços mais baixos, não irá colocar a marca em posição de concorrência com a Chevrolet, marca pertencente ao parceiro dos Estados Unidos.
 
Fonte: MotorDream

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Hyundai planeja aumentar suas vendas na Europa

 Hyundai quer ficar cada vez mais europeia


A Hyundai é uma exceção entre as fabricantes automotivas diante do cenário de crise que toma conta da Europa. A marca já detém 3,3% de market share no continente e cresceu 9,8% nos cinco primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 187.667 unidades emplacadas, enquanto o mercado europeu caiu nada menos que 7,3% entre janeiro e maio. Segundo a agência Bloomberg, a estratégia é ficar cada vez mais “europeia”, para superar a italiana Fiat e a francesa PSA Peugeot Citroën nos próximos anos e depois mirar a alemã Volkswagen.

Uma das estratégias da marca coreana é se envolver intensamente com uma das grandes paixões dos europeus: o futebol. A fabricante contratou recentemente nomes como o atacante polonês Lukas Podolski, o atacante francês Karim Benzema e o goleiro espanhol Iker Casillas para estrelar campanhas publicitárias no continente, principalmente relacionadas à Eurocopa. O principal objetivo é desfazer a associação entre Hyundai e Coreia do Sul, que acaba afugentando alguns consumidores europeus.

As metas da Hyundai são ambiciosas. A marca coreana planeja aumentar suas vendas na Europa em cerca de 25% em 2013, atingindo 500 mil carros. O objetivo será impulsionado principalmente pela nova geração do médio i30, nas variantes hatch e perua, e pelo crossover ix35. A cota de participação deve saltar dos atuais 3,3% para 5% e a capacidade de produção da unidade da marca na Turquia deve dobrar, chegando a 200 mil veículos.


Fonte: Motor Dream



quarta-feira, 20 de junho de 2012

CEO da Aliança Renault Nissan se aposenta em 5 anos

Nissan fala em aposentadoria de Carlos Ghosn


O CEO da Aliança Renault Nissan, Carlos Ghosn, prepara o terreno para se aposentar nos próximos anos. A Nissan já até prepara o terreno com seus investidores, que foram informados sobre o início de um plano de sucessão na montadora. A intenção do executivo é deixar a empresa japonesa antes do início do próximo ciclo de negócios de médio prazo, em 2017. “Precisamos estar prontos para a possível saída dele em cinco anos”, declarou Koji Okuda, porta-voz da organização, à agência de notícias Bloomberg.

A saída de Ghosn também impactará na marca francesa da Aliança, a Renault. Fontes da companhia apontam Carlos Tavares, atual chefe de operações do grupo, e Dominique Thormann, no comando da área financeira, como possíveis sucessores do executivo brasileiro.

Por enquanto, Ghosn trabalha para concluir o ambicioso plano de negócios em curso, iniciado no ano passado. Entre as metas está ampliar para 8% a participação da Nissan no mercado global, com 10% de market share na China. Além disso, a estratégia prevê redução anual de 5% nos custos paralelamente ao lançamento de um novo veículo a cada seis semanas.

Trajetória ascendente

Com 58 anos, o executivo brasileiro, natural de Porto Velho (RO), é reconhecido como uma das lideranças mais duradouras em um grande grupo da indústria automotiva. Seu primeiro papel de destaque foi na fabricante de pneus Michelin, onde ficou por 18 anos. Um dos méritos foi conduzir a operação brasileira no período da hiperinflação, mantendo a lucratividade.

Em seguida, na Renault, ele ficou conhecido como o “matador de custos”, por reduzir os gastos operacionais da companhia em € 3 bilhões em três anos. Em 1999, quando a aliança entre a fabricante francesa e a Nissan foi estabelecida, ele assumiu o comando das operações e, em seguida, a presidência executiva. Sob o comando dele, a empresa japonesa saiu do prejuízo para o lucro e alcançou valor de marcado de US$ 72 bilhões em 2006.

Mais recentemente ele desenhou uma estratégia ousada para que o grupo entre na era dos veículos elétricos. Com investimento de € 4 bilhões, a companhia pulou a fase dos modelos híbridos para desenvolver apenas carros puramente elétricos. O primeiro a chegar aos mercados globais foi o Nissan Leaf, em 2010. No ano passado foi a vez de a Renault apresentar e começar a vender os primeiros modelos de uma linha completa, com o Kangoo e o Fluence Zero Emissão.

Mesmo com tantas vitórias, Ghosn também acumula alguns tropeços ao longo de sua trajetória. Um deles aconteceu no ano passado, quando ele demitiu três executivos por suspeita de espionagem industrial. A acusação era de que os funcionários estavam vazando informações sobre o projeto de carros elétricos para empresas chinesas.

Depois de um complicado processo de investigação e algum desconforto diplomático entre França e China, ficou comprovado que a acusação não tinha fundamento. A situação rendeu um pedido público de desculpas de Ghosn.
 

terça-feira, 19 de junho de 2012

ZF recebe prêmios da Chrysler e Ford por fornecimento de câmbios

Montadoras reconhecem câmbios automáticos 8HP e o de 6 velocidades


As transmissões ZF receberam prêmios de Chrysler e Ford durante cerimônias de entrega para os melhores fornecedores globais das duas montadoras. No caso da Chrysler, durante a reunião anual de fornecedores em Detroit (Estados Unidos), a empresa reconheceu o conceito de plataforma da transmissão automática 8HP, que permite a aplicação em toda a gama de produtos e marcas do Grupo Chrysler.

“A ZF tem provado ser um fornecedor de grande importância. A sinergia entre nossos produtos e as novas transmissões ZF resultará em veículos muito melhores para os nossos clientes", disse Doug Doran, chefe de compras de desenvolvimento de produto do Grupo Chrysler.

Os melhores fornecedores foram escolhidos por meio de uma avaliação que incluiu critérios como qualidade, prazos de entrega, garantia e a avaliação geral do grupo de gestão da Chrysler. A transmissão 8HP, que já equipa o Chrysler 300 e o Dodge Charger, em breve será instalada no novo modelo da picape RAM 1500.

Já no caso da Ford, a montadora reconheceu o desempenho do Grupo ZF com o Prêmio Ouro do relatório anual World Excellence Awards pela transmissão automática de seis velocidades que equipa o automóvel Falcon e o SUV Territory, fabricados na Austrália. A ZF também recebeu diversas menções em outras áreas, totalizando 12 prêmios na categoria Ouro e 24 na categoria Prata do relatório. Além de transmissões, a empresa fornece sistemas de eixos, sistemas de embreagem e torção para vários modelos da Ford.




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Crescem as vendas de automóveis após a redução do IPI

Vendas registraram forte alta, com 147.312 unidades emplacadas na primeira quinzena de junho


A indústria automobilística está colhendo os frutos da redução do IPI para automóveis e comerciais leves, que entrou em vigor no dia 21 de maio. Na primeira quinzena de junho, as vendas registraram forte alta, com 147.312 unidades emplacadas, 19,24% a mais do que no mesmo período do mês anterior. Em relação aos quinze primeiros dias de junho de 2011, o crescimento foi de 23,91%, segundo os dados divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionárias.

De acordo com a entidade, a expectativa é que as vendas de automóveis e comerciais leves atinjam 277.865 unidades neste mês. Se a projeção se concretizar, o número representará alta de apenas 1,3% ante maio. Isso porque os emplacamentos ganharam impulso na segunda quinzena do mês passado, logo após o anúncio da redução do IPI.

Destaques – Os recém-lançados Chevrolet Cruze Sport6 (foto) e Fiat Grand Siena se destacaram em seus respectivos segmentos durante a primeira quinzena de junho. O Volkswagen Fox também foi bem, tirando a terceira posição do Fiat Palio.

O Cruze Sport6 iniciou seu segundo mês cheio de vendas na vice-liderança do segmento de hatches médios. No período o modelo teve 1.111 emplacamentos. O primeiro lugar ficou com o Ford Focus, que registrou 1.799 unidades comercializadas.

O Hyundai i30, por sua vez, despencou. Líder do segmento até abril, o hatch sul-coreano está na quarta colocação. Teve apenas 681 exemplares vendidos na primeira quinzena e ficou logo atrás do Volkswagen Golf, com 759.

A queda pode ser explicada pela iminência da estreia da nova geração do Hyundai, que começa a chegar às concessionárias.

Dos sedãs compactos, o Siena finalmente conseguiu ultrapassar o VW Voyage. Atrás do rival desde o fim do ano passado, por causa da mudança de geração, em março, o Fiat registrou vendas de 4.923 exemplares nos quinze primeiros dias de junho.

O Voyage, no entanto, continua bem próximo. No período, teve 4.695 emplacamentos. Entre os dois modelos, ficou o Chevrolet Classic (4.781). O sedã, no entanto, não briga diretamente com o Fiat e o VW. Na linha da marca norte-americana, esse papel é do Prisma e, no caso da nova geração do Fiat (Grand Siena), do Cobalt.

Entre os comerciais leves, o Renault Duster vai se consolidando na liderança dos utilitários-esportivos. Na primeira quinzena, foram 2.659 emplacamentos, ante 1.578 do vice-líder, EcoSport. A nova geração do Ford está prestes a ser lançada no País.
 
Fonte: Blogs Estadão

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Teste: Fiat Palio Essence Dualogic 1.6 16V 2013

 Versão Essence Dualogic leva o Fiat Palio a um patamar mais distante dos modelos de entrada


A nova geração do Palio não foi só uma reformulação mecânica. Claro que a plataforma é nova e motor e transmissão são modernos, mas foi bem mais que isso. Principalmente por causa da presença do Uno na gama da Fiat. O compacto assumiu o papel de carro-chefe da marca italiana, o que provocou uma ligeira mudança na proposta do Palio. Agora, ele assume um cargo mais requintado. Não chega ao padrão mais elevado do Punto, mas é um passo além em relação aos modelos de entrada. A versão Essence é a que melhor expressa essa evolução. Traz motor 1.6, opção de transmissão automatizada e itens de série antes praticamente impensáveis no degrau inferior do mercado de carros brasileiro.

É o caso por exemplo de airbag duplo e ABS, disponíveis de fábrica, assim como ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico. Mesmo com o aumento do recheio e melhoria da mecânica em geral, a Fiat praticamente manteve o preço em relação à geração anterior. Hoje, o Palio Essence custa R$ 36.590, já com o desconto do IPI. Em janeiro de 2011, a mesma configuração valia R$ 36.860 e não tinha nem os equipamentos de segurança nem o ar-condicionado de série. A comparação fica ainda mais discrepante quando se leva em conta o preço dos carros completos. Com o câmbio Dualogic, rodas de liga leve, airbags laterais, volante multifuncional e sistema de entretenimento, o modelo vai a R$ 44.377. Antes, a etiqueta apontava salgados R$ 50.511. E o carro vinha com menos equipamentos.


O motor continua o mesmo. É o 1.6 16V e-TorQ capaz de render 117 cv a 5.500 rpm e 16,8 kgfm de torque a 4.500 giros. A transmissão pode ser manual de cinco velocidades ou a automatizada Dualogic. Esta, por sinal, deve ser trocada pela nova e mais avançada Dualogic Plus em pouco tempo. Quando esta foi lançada no Bravo, na primeira quinzena de junho, a Fiat ainda não confirmava a sua expansão para o resto da linha. Entretanto, o sedã Linea e o monovolume Idea já receberam a atualização.

O que não deve mudar tão cedo é o visual. Lançado há pouco mais de seis meses, a segunda geração do Palio trouxe um estilo muito mais moderno e atual, que até tenta mostrar uma certa maturidade. Ele não traz o ar despojado do Uno, mas é bem feito e harmonioso. Com rivais cada vez mais diversificados – com direito à ofensiva japonesa de Nissan March e Toyota Etios –, é uma arma das mais importantes.



Ponto a ponto

Desempenho – O motor 1.6 16V cai bem em um compacto como o Palio. A combinação de pouco mais de mil kg e quase 17 kgfm de torque deixa o hatch bem esperto no trânsito urbano. Mesmo assim, a impressão é que o carro poderia ser mais ágil. Em baixos giros, o propulsor parece ser "preguiçoso" e demora a acordar. Só depois das 2.500 rotações o desempenho fica mais interessante. O câmbio Dualogic, apesar dos evidentes avanços desde o seu lançamento, continua indeciso. Ao menos, a Fiat oferece as borboletas atrás do volante como um opcional. Elas ajudam o motorista a extrair o máximo do conjunto. Nota 7.
Estabilidade – A nova plataforma do Palio, "herdada" do Uno, fornece rigidez e estabilidade suficiente para um carro com seus tamanho e proposta. A suspensão nesta configuração Essence não é tão dura como na Sporting, mas mesmo assim dá boa capacidade ao hatch. Até ocorre certa rolagem da carroceria, mas tudo controlado e com alguma segurança. Não chega a ser um compacto invocado, que incite a uma direção arrojada, mas ao menos não compromete a dirigibilidade. Nota 7.
Interatividade – Usar o Palio é algo simples. Ajustar o banco e o volante – que só conta com regulagem de altura – não tem mistérios. A posição de dirigir é agradável, ligeiramente elevada. O volante conta com botões que comandam o rádio, embora o controle do cruise control seja feito com uma pequena alavanca instalada na coluna. As borboletas atrás do volante facilitam a convivência com o câmbio Dualogic. Nota 7.
Consumo – O InMetro não fez medições para o Palio Essence, mas o computador de bordo marcou média de 7,5 km/l com etanol. Nota 6.



Tecnologia – O Palio usa uma plataforma moderna, vinda do Uno, lançado em 2010. Esta configuração Essence traz um motor de concepção relativamente moderna e uma lista de equipamentos de série recheada, com airbag duplo, ABS, ar-condicionado e direção hidráulica. Os opcionais adicionam outros itens úteis, como rádio com Bluetooth e as borboletas atrás do volante para trocas manuais. Nota 8.
Conforto – A renovação do Palio trouxe um carro mais estável em termos dinâmicos, mas com uma suspensão que continua beneficiando o conforto. Ela é bem calibrada e permite que se passe algumas horas dentro do carro sem maiores prejuúizos. O isolamento acústico não é dos melhores, mas está dentro do esperado. Nota 7.
Habitabilidade – O Palio é um compacto e não tem como fugir muito disso. Há espaço suficiente para quatro pessoas andarem sem muito aperto. Uma quinta, sofre bastante. A Fiat prezou pela beleza na cabine e, por isso, não há tanto espaço para guardar objetos de uso rápido. Até existe um compartimento na parte superior do painel, mas sem muita profundidade e com acesso difícil. O porta-malas perdeu 10 litros em relação à geração anterior, e agora tem 280 litros. Nota 6.
Acabamento – Em termos visuais, o interior do Palio agrada bastante. O desenho é bonito e inspirado. Na escolha de materiais, no entanto, não parece que a Fiat teve o mesmo cuidado. Os plásticos são rígidos – como é esperado – e os encaixes são pouco precisos. Além disso, existem algumas rebarbas aparentes e algumas arestas são afiadas e podem machucar. O Uno, um carro menor, é mais caprichado. Nota 6.



Design – Foi um dos pontos que o Palio mais evoluiu em relação ao anterior. A Fiat optou por um desenho moderno, que valoriza a grade dianteira herdada do 500 e as belas lanternas suspensas na traseira. Apesar de ser uma versão mais equipada, a Essence não adiciona quase nada em termos estéticos. Apenas algumas adesivos decorativos espalhados discretamente pela carroceria. Mesmo assim, o design agrada. Nota 8.
Custo/beneficio – A versão Essence 1.6 do Palio é uma das que traz melhor relação custo/benefício. O conjunto mecânico agrada, com motor eficiente, transmissão cada vez mais evoluída e comportamento dinâmico de qualidade. A lista de equipamentos de série ajuda, com direito a ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, airbag duplo e ABS. Com câmbio manual, ele sai por R$ 35.590 e o Dualogic adiciona R$ 2.350 à conta. Quando equipado ao máximo, com rodas de liga leve, rádio e até airbags laterais, o Palio Essence Dualogic sobe a interessantes R$ 44.377. O principal concorrente é o eterno rival Volkswagen Gol, que, com alguns equipamentos a menos, vale R$ 43.487. Nota 8.
Total – O Fiat Palio Essence Dualogic somou 70 pontos em 100 possíveis.


Impressões ao dirigir

Por trás dos panos

O papel da versão Essence na linha do Palio é dar uma opção a mais para quem quer um compacto potente, com motor 1.6, mas quer ficar longe da suspensão dura e dos apliques estéticos de gosto duvidoso do Sporting. Para isso, o carro quase não é "enfeitado". É preciso um olho atento para diferenciá-lo da versão Attractive 1.4. Por dentro acontece algo parecido. Não há nada que dê distinção para a Essence no acabamento. Isso significa que o desenho bonito do painel continua lá, assim como as peças plásticas de baixa qualidade e os encaixes imprecisos. Ainda há falta de porta-objetos.

O espaço é de um compacto. Quatro pessoas até podem viajar, mas uma quinta sofre com o aperto. Na frente, ao menos, os bancos têm espuma com densidade correta, o que permite dirigir durante algumas horas sem muitos sinais de cansaço. A falta de qualidade de acabamento também aparece no isolamento acústico. Apesar de ser algo esperado para um compacto, o barulho do motor em rotações elevadas chega a incomodar.

A suspensão é bem calibrada e consegue absorver boa parte dos impactos. Entretanto, diferentemente da antiga geração do Palio, não deixa o carro inseguro em termos dinâmicos. Como o acerto é mais voltado para o conforto, a carroceria tende a rolar nas curvas, mas nada que comprometa a segurança. O chassi mantém a rigidez torcional e deixa o motorista sempre com o controle do carro nas mãos.

O motor 1.6 16V se encaixa bem no Palio. O pouco peso – pouco mais de mil kg – ajuda na conta. Acima dos 3 mil giros há força suficiente e o carro acelera com vigor. Já em regimes baixos e médios falta torque ao propulsor. Assim, é preciso calcular com precisão ultrapassagens, por exemplo, e as reduções de marcha são mais que necessárias. O câmbio Dualogic, por sinal, continua com alguns trancos e hesitações nas trocas. Como opcional, a Fiat oferece volante multifuncional com as sempre úteis borboletas. Mesmo assim, ele erra muito em manobras de baixa velocidade. Além de o carro não mover automaticamente ao se tirar o pé do freio – prática comum aos automáticos –, ao tentar engatar a ré, por exemplo, muitas vezes o sistema não entende o pedido. Aí aparece um irritante aviso no painel pedindo para refazer a ação. Momentos que podem fazer qualquer um se arrepender de não ter ficado com o velho e eficiente câmbio manual.


Ficha técnica

Fiat Palio Essence Dualogic 1.6 16V

Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.598 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Câmbio automatizado de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 115 cv com gasolina e 117 cv com etanol a 5.500 mil rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 9,9 segundos.
Velocidade máxima: 192 km/h
Torque máximo: 16,2 kgfm com gasolina e 16,8 kgfm com etanol a 4.500 rpm.
Diâmetro e curso: 77 mm X 85,8 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais e barra estabilizadora. Traseira semi-independente, com eixo de torção com rodas semi-independentes. Dianteira do tipo McPherson, com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais e barra estabilizadora. Traseira semi-independente, com eixo de torção com rodas semi-independentes. Não oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 195/55 R16.
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. Oferece ABS de série.
Carroceria: Hatchback em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,87 m de comprimento, 1,67 m de largura, 1,51 m de altura e 2,42 m de entre-eixos. Airbags frontais de série e laterais como opcional.
Peso: 1.069 kg.
Capacidade do porta-malas: 280 litros.
Tanque de combustível: 48 litros.
Produção: Betim, Brasil.
Lançamento no Brasil: 2011.
Itens de série: Ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, direção hidráulica, faróis de neblina, airbag duplo, ABS, EBD, cruise control, vidros e travas elétricas e volante com regulagem de altura.
Preço: R$ 38.940.
Opcionais: Rodas de liga leve de 15 polegadas, rádio/CD/MP3/USB/Bluetooth, retrovisores elétricos, retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva e luminosidade, airbags laterais e volante multifuncional com borboletas para trocas de marcha.
Preço da unidade avaliada: R$ 44.377.


Por: Rodrigo Machado / Auto Press
Fonte: Motor Dream